Convento do Carmo

Bem no coração da nossa amada cidade, descobrirá o Convento de Nossa Senhora do Monte do Carmo, um lugar de serena reflexão e resiliência indomável, também carinhosamente conhecido como Convento da Ordem do Carmo. Este antigo convento católico, rico em história, tem-se erguido como uma sentinela firme contra a marcha implacável do tempo e testemunhou o cataclísmo terramoto de Lisboa de 1755, um evento sísmico que reshapeu para sempre a nossa história. Hoje, a sua fachada envelhecida serve como um comovente testemunho desse dia fatídico, guardando nas suas paredes antigas histórias de resistência inabalável e notável transformação: histórias que incendeiam o meu coração de contador de histórias, ansioso por partilhar com os meus companheiros de aventura. Quer juntar-se a mim nesta viagem de descoberta? Vamos nessa!
As raízes do mosteiro remontam à sua fundação em 1389 pelo Condestável D. Nuno Álvares Pereira, um proeminente comandante militar da época. Construído em terras adquiridas à sua irmã Beatriz Pereira e ao almirante Pessanha, o convento foi alvo de construção e expansão nos anos seguintes. Em 1407, o presbitério e a abside da igreja conventual estavam concluídos, permitindo os primeiros atos litúrgicos dentro das suas paredes. Os frades carmelitas de Moura, incluindo o Padre Nuno de Santa Maria e o próprio Condestável D. Nuno Álvares Pereira, habitavam as celas residenciais concluídas em 1423.
Ao longo dos séculos, o convento floresceu como um centro de devoção espiritual e busca intelectual. Em 1551, albergava 70 clérigos e 10 criados, demonstrando a sua importância dentro da comunidade religiosa. No entanto, a força destrutiva do terramoto de 1755 deixou o convento em ruínas, particularmente a biblioteca, que albergava uma substancial coleção de aproximadamente 5.000 volumes. A calamidade forçou os clérigos a abandonar o edifício, procurando refúgio em locais alternativos como Cotovia e Campo Grande.